MS volta a registrar casos de monkeypox e acende alerta para cuidados no Carnaval

Transmitida por secreções e relações sexuais, aglomeração e circulação de pessoas favorecem o contágio

| CORREIO DO ESTADO / SUELEN MORALES


Mato Grosso do Sul teve 11 casos do vírus, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. - Divulgação

O aumento do contato físico e de turistas durante este período de carnaval, acende o alerta para a transmissão da doença mpox (antiga monkeypox ou varíola dos macacos)e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). 

Identificada no Brasil pela primeira vez em junho de 2022, a infecção mpox se manteve circulante desde então em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento de casos em meio as recentes as festas do final de ano de 2023 e nas férias em janeiro de 2024.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES/MS), Mato Grosso do Sul teve 11 casos do vírus, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. Quatro deles foram no último mês, sendo um em Ivinhema e os outros em Campo Grande. 

Além disso, dois foram descartados, um confirmado e um ainda está em investigação. Neste mês de fevereiro, a SES/MS também investiga mais um caso em Chapadão do Sul.

Em nota a Secretaria reforça que apesar dos casos de mpox terem diminuído, é importante manter o alerta da transmissão do vírus no Carnaval. Já que em Mato Grosso do Sul, 60,4% dos casos de Mpox, podem ter sido transmitidos durante as relações sexuais. 

Na Capital, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) estará durante todo o mês de fevereiro realizando ações constantes de orientação sobre a mpox e suas formas de transmissão, bem como, das IST’s. Haverá distribuição de material preventivo nos blocos carnavalescos.

“Dentre essas ações está a distribuição de preservativos e realização de testes rápidos para diagnóstico de HIV. Cabe ressaltar que a Secretaria Municipal de Saúde realiza ações de conscientização todos os anos durante esse período, justamente com o objetivo de reduzir os riscos e possibilidades de novos casos IST.”.

Casos

Mato Grosso do Sul registrou no período de maio a dezembro de 2022, 535 notificações de Mpox, sendo 160 casos confirmados da doença. Já no período de janeiro a dezembro de 2023, foram notificados 78 casos, com 1 caso confirmado.

Cabe destacar que o vírus da mpox é transmitido por contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de infectados, fluidos corporais ou objetos recentemente contaminados. Os sintomas mais comuns são erupção cutânea ou lesões espalhadas pela pele, ínguas, dor de cabeça, calafrios e fraqueza.

Já conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), em anuncio feito no mês de maio de 2023, a Mpox não era mais considerada uma emergência de saúde pública global. O alerta para o vírus durou dez meses e 87 mil casos da varíola dos macacos foram confirmados no mundo desde janeiro de 2022, período em que o vírus passou a circular.

Varíola dos macacos

A Mpox, antiga Monkeypox (varíola dos macacos) é uma doença causada por um vírus encontrado na África Central e Ocidental com maior frequência. 

O período de incubação é tipicamente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Sintomas

Os sintomas principais são cutâneos (da pele). Confira: 

Lesões na pele

Erupções no rosto, órgãos genitais e outras partes do corpo

Febre

Dor de cabeça

Calafrio

Exaustão

Transmissão

A transmissão é semelhante a da Covid-19. Veja:

Contato com pessoas ou animais infectados

Secreções respiratórias

Apertos de mão

Contato com objetos contaminados

Fluídos corporais

Secreções de lesões de pele

Quando as lesões desaparecem, a pessoa deixa de infectar outras pessoas

Tratamento

Analgésicos

Isolamento social

Repouso

Hidratação oral

Cabe reforçar que a doença tem cura, pois o próprio sistema imunológico elimina o vírus.

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