Deodápolis: Servidor aposentado do INSS terá que devolver R$ 680 mil após erro em benefício

Atualmente aposentado, funcionário público ainda terá que pagar multa de R$ 80 mil

| MIDIAMAX/ADRIEL MATTOS


Agência do INSS em Deodápolis. (Foto: Reprodução, Street View)

O TCU (Tribunal de Contas da União) condenou um ex-servidor do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em Mato Grosso do Sul, a devolver R$ 680.198,30 aos cofres públicos, por erro na concessão de benefício a uma pessoa. Ele ainda deve arcar com multa de R$ 80 mil.

Em janeiro de 2006, quando o servidor era chefe da agência de Deodápolis, um homem apresentou pedido de concessão de auxílio-doença. A solicitação foi aprovada, meses depois, por uma colega do chefe da agência.

Irregularidades foram constatadas em dezembro de 2008, mas a agência manteve o benefício. Em fevereiro de 2009, o auxílio foi convertido em aposentadoria por invalidez.

Cinco anos depois, a gerência executiva do INSS constatou que o segurado continuava recebendo o benefício irregular, quando ele pediu aumento de 25% por necessitar de acompanhante.

Após uma investigação interna, os pagamentos foram suspensos em novembro de 2017. O segurado recebeu, ao longo dos anos, R$ 483.058,12, valor atualizado em janeiro de 2024 para R$ 680.198,30, quando o INSS decidiu prosseguir com procedimento disciplinar contra os servidores responsáveis.

O caso foi parar em abril de 2024 no TCU. A defesa dos dois servidores alegou prescrição e que a manutenção de benefícios depende de perícia médica reconhecida pelo INSS.

O relator da tomada de contas especial, ministro Benjamin Zyngler, reconheceu apenas a prescrição para a servidora, mas não para o ex-chefe da agência de Deodápolis, atualmente aposentado e morador de Campo Grande.

Assim, votou pela condenação do servidor aposentado, pela devolução dos valores e pelo pagamento de multa, mas manteve a possibilidade de ele voltar a ocupar cargos públicos.

“A participação do responsável restou devidamente caracterizada quando deixou de adotar as providências necessárias para apurar a legalidade da concessão de auxílio-doença, que, posteriormente, foi convertida em aposentadoria por invalidez indevida', pontuou.

O julgamento foi realizado na 1ª Câmara da Corte de Contas, em 16 de setembro. Até esta terça-feira (21), o servidor aposentado ainda não havia sido intimado da sentença.

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