Campo Grande entra na lista das 30 cidades que mais perderam participação no PIB
O levantamento faz parte da pesquisa PIB dos Municípios 2022–2023, que analisa a evolução da economia nos 5.570 municípios brasileiros
| ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS
Campo Grande está entre os 30 municípios brasileiros que mais perderam participação no Produto Interno Bruto (PIB) entre 2022 e 2023. A capital de Mato Grosso do Sul registrou recuo de 0,02 ponto percentual e manteve participação de 0,4% na economia nacional, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A cidade aparece na 29ª posição do ranking de maiores perdas relativas, ao lado de municípios de médio e grande porte espalhados por diferentes regiões do país. O levantamento faz parte da pesquisa PIB dos Municípios 2022–2023, que analisa a evolução da economia nos 5.570 municípios brasileiros.
O recuo de Campo Grande ocorre em um contexto mais amplo de desaceleração do processo de desconcentração econômica do país. Em 2023, as capitais voltaram a ampliar sua fatia no PIB nacional, passando de 27,5% para 28,3%, enquanto os municípios que não são capitais recuaram de 72,5% para 71,7%.
Segundo o analista de Contas Regionais do IBGE, Luiz Antonio de Sá, o movimento está associado a fatores conjunturais, especialmente à perda de participação de municípios ligados à indústria extrativa, como a exploração de petróleo, e à retomada do setor de serviços nas grandes cidades.
“O ganho de participação das capitais está diretamente atrelado a perdas de municípios que não são capitais, sobretudo aqueles vinculados à extração de petróleo. Esse comportamento desacelerou o processo de desconcentração econômica', explica.
Embora Campo Grande não tenha economia baseada na exploração mineral ou petrolífera, o resultado indica dificuldade de acompanhar o ritmo de crescimento de centros urbanos que se beneficiaram mais intensamente da retomada dos serviços e das atividades financeiras no pós-pandemia.
O ranking das maiores perdas é liderado por Maricá (RJ), que teve queda de 0,35 ponto percentual, seguida por Niterói (RJ) e Saquarema (RJ). Além de Campo Grande, aparecem na lista municípios como Barueri (SP), Jundiaí (SP), Uberaba (MG) e Sorriso (MT).
No outro oposto dessa realidade, os maiores ganhos de participação no PIB em 2023 ficaram concentrados nas capitais e em cidades com forte presença do setor de serviços. São Paulo (SP) liderou o ranking, com aumento de 0,36 ponto percentual, alcançando 9,7% da economia nacional. Também registraram avanço Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), cada uma com ganho de cerca de 0,1 ponto percentual, além de Belo Horizonte (MG), que manteve crescimento próximo desse patamar.
Segundo o IBGE, o desempenho está ligado sobretudo à retomada das atividades presenciais após a pandemia e ao fortalecimento dos serviços, em especial os financeiros, após o período mais crítico da pandemia.
Os dados do IBGE mostram que, apesar de o processo de desconcentração econômica não ter sido revertido, ele perdeu força em 2023, com maior concentração do PIB nas capitais e nas grandes concentrações urbanas, sobretudo em São Paulo.
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