Professor que abusou de menina de 6 anos em banheiro é condenado em MS
O caso aconteceu em dezembro de 2023 e veio à tona após o pai da criança procurar a polícia
| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS
Professor acusado de estuprar uma menina de 6 anos no banheiro de Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) na região central de Campo Grande, foi condenado a 15 anos, cinco meses e 15 dias de prisão em regime fechado. O crime foi denunciado pelo pai da vítima em dezembro de 2023.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o juiz reconheceu que o assistente educacional se aproveitou do cargo e da confiança inerente à função para levar a vítima ao banheiro da instituição e praticar atos libidinosos.
O caso tramitou em sigilo, mas de acordo com nota do MP, durante as investigações, a materialidade e a autoria foram confirmadas pelos relatos da própria criança, considerados firmes e coerentes, além da identificação do agressor por parte da vítima.
Professores e a coordenação da escola também relataram comportamento atípico do servidor antes e depois dos fatos.
Na decisão judicial, além da pena de reclusão, foi determinada a perda do cargo público e o pagamento de indenização de R$ 5 mil por danos morais à vítima.
Denúncia – Na época do crime, a menina foi ouvida em depoimento especial na DEPCA (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente),e relatou que o suspeito de 29 anos a levou para fazer xixi no banheiro.
Lá ele pediu para a criança tirar a calcinha e em seguida começou a tocar nas partes íntimas da vítima. Depois,baixou a calça e pediu para a garotinha segurar no ‘negocio dele fazer xixi’, sem fazer barulho. Assustada, a menina pediu para ir embora e o professor a levou de volta.
Ao Campo Grande News, o pai da menina contou que quando ele chegou para buscar a filha ela estava muito estranha e disse apenas: “me leva embora desse lugar'. Preocupado, ele pediu para a esposa conversar com a menina. No dia seguinte, ele foi até a escola, para conseguir o nome completo e ter um apoio da escola onde a menina estuda.
O pai da vítima procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para fazer a denúncia também e o servidor foi afastado até o fim da investigações.
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