Rapaz foi morto a facadas em Deodápolis por cobrança de dívida de R$ 2,5 mil

Crime foi esclarecido pela Polícia Civil

| DA REDAçãO / MS NEWS


Delegacia de Polícia Civil de Deodápolis. Foto: MS News

A Polícia Civil de Deodápolis informou, nesta terça-feira (24), que concluiu a investigação referente ao homicídio ocorrido na sexta-feira, dia 13 de março de 2026, praticado por Ruan Pablo Alves da Silva em desfavor de Josimar Santos Pereira. 

Conforme apurado no curso das investigações, a motivação do crime está relacionada a uma dívida existente entre autor e vítima, no valor de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais). 

O investigado não se conformou com o fato de Josimar ter ido cobrar a referida dívida na residência do seu pai, e revoltado com isso armou-se com uma faca, discutiu com a vítima e o esfaqueou com 3 golpes, causando a sua morte, apesar de ter sido levado ao hospital pelo socorro médico ainda com vida. 

Durante a investigação, a Polícia Civil teve acesso a áudios encaminhados pelo autor à vítima, nos quais ele proferia ameaças graves, afirmando que, caso Josimar fosse até a casa de seu pai, iria matá-lo arrancando a sua cabeça, bem como ameaçava a esposa da vítima.

As testemunhas que foram ouvidas confirmaram que sabiam da dívida que Ruan tinha com Josimar e das discussões que os dois entabularam sobre isso no decorrer do mês. 

O autor foi preso pela Polícia Civil de Deodápolis dois dias após o crime, ocasião em que se encontrava foragido da polícia e escondido na zona rural do município.

Em seu interrogatório, ao ser questionado sobre o fato, Ruan fez uso do seu direito constitucional e permaneceu em silêncio.

O fato de ter se ocultado após o homicídio, somado às ameaças previamente proferidas contra a vítima, evidencia que não se tratou de hipótese de legítima defesa, mas sim de uma ação premeditada, executada de forma fria com golpes de faca. 

Diante dos elementos colhidos, Ruan Pablo foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe. O motivo é considerado torpe por se tratar de uma razão moralmente reprovável e desproporcional — no caso, uma dívida verdadeira de valor relativamente baixo que levou à prática de um crime contra a vida.

A Polícia Civil de Deodápolis também representou pela manutenção da prisão do autor.

O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

A Polícia Civil segue à disposição da sociedade para esclarecimentos e reforça seu compromisso com a elucidação de crimes e a promoção da justiça.

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