Mercado aquecido: atletas ajudam a impulsionar consumo de mel no comércio de MS
Produtores relatam crescimento da demanda por um alimento que une valor nutricional e energia para a prática esportiva
| O ESTADO ONLINE
O mel, tradicionalmente conhecido como adoçante natural, tem conquistado cada vez mais espaço no universo esportivo em Mato Grosso do Sul. Utilizado há milhares de anos como fonte de energia, o alimento voltou aos holofotes recentemente após atletas e influenciadores compartilharem os benefícios do seu consumo antes e durante os exercícios físicos.
O interesse não é por acaso. O mel é composto principalmente por carboidratos, especialmente glicose e frutose, açúcares simples que fornecem energia de forma rápida ao organismo. Essa característica o torna uma alternativa natural para quem busca combustível imediato durante atividades físicas, especialmente em modalidades de resistência, como a corrida.
A corredora Noirce Lopes, utiliza o mel há mais de uma década e passou a adotá-lo de forma estratégica em treinos e competições nos últimos três anos. “Minha proximidade com os apicultores e com o universo da apicultura sempre me fez valorizar esse alimento tão especial. Além disso, saber que o mel é consumido há milhares de anos em diferentes culturas e reconhecido por suas qualidades nutricionais despertou ainda mais meu interesse em incorporá-lo à prática esportiva', relata.
Segundo a atleta, além da energia durante as provas, os benefícios também são percebidos na recuperação física. Ela afirma sentir menos esgotamento após os treinos e maior disposição para retomar as atividades diárias. “Nos dias de treino e competição, prefiro utilizar o mel em sachês, pois são práticos para transportar e cabe facilmente no bolso da roupa de corrida. Além da praticidade, ele oferece uma fonte natural de energia, tornando-se uma excelente alternativa para consumo durante a atividade física. Ele se tornou meu aliado por unir sabor e energia de forma simples e eficiente'.
Apesar de o Brasil estar entre os maiores exportadores de mel, o consumo interno ainda é considerado baixo. Noirce relata que o alimento poderia estar mais presente na rotina dos brasileiros. “Temos excelentes méis e somos privilegiados. Se soubéssemos o quanto ele é precioso, escolheríamos o mel diante de muitas outras opções'.
Do cultivo para as pistas
Consumidores do mundo inteiro valorizam o mel puro, orgânico e de alta qualidade, associando-o a práticas de vida saudável. Matheus Dallasta, proprietário do Apiário Por do Sol, relata que o consumo entre os atletas têm se tornado constante nos últimos anos. ” Temos muitos clientes que são corredores e atletas de ponta mesmo. pessoal tem procurado o mel como mais uma fonte de energia. Ele tem carboidratos simples na composição, então facilita o corpo absorver esse carboidrato de forma rápida”.
Ainda em entrevista exclusiva ao jornal, Matheus garante que ” o mercado do mel no Brasil ainda está em crescimento. Nós vemos outros países que consomem mais mel por pessoa do que no Brasil, mas de fato a gente nota sim um aumento desse consumo nos últimos anos. E mesmo com o mercado bastante aquecido, a gente tenta manter sempre o nosso padrão de qualidade”, concluiu o proprietário.
A margem de lucro do mel costuma ser muito atrativa, variando entre 50% a 60% para produtores rurais (apicultores). Para quem compra no atacado para revender fracionado, essa margem pode até ultrapassar os 100%, dependendo do valor agregado da embalagem.
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