Seu cachorro não para de lamber a pata? O hábito pode indicar problemas
Alergias, infecções, dores e ansiedade estão entre as causas mais comuns desse hábito
| CLAYTON NEVES / CAMPO GRANDE NEWS
É comum ver um cachorro lambendo as próprias patas de vez em quando. O comportamento faz parte da higiene natural dos animais e nem sempre representa um problema. Mas quando a lambedura passa a ser frequente, insistente ou acontece sempre na mesma pata, o sinal merece atenção.
Segundo o médico-veterinário Thiago Oliveira, o hábito pode indicar desde uma irritação simples até doenças dermatológicas, dores ortopédicas ou problemas emocionais. 'O tutor precisa observar se o cachorro passa boa parte do dia lambendo a pata ou se surgem outros sinais, como vermelhidão, feridas, inchaço, mau cheiro, queda de pelos ou dificuldade para caminhar', explica.
Entre as causas mais comuns estão alergias alimentares ou ambientais, contato com produtos de limpeza, infecções por fungos e bactérias, além de estresse e ansiedade. Em alguns casos, especialmente em cães idosos, o comportamento também pode estar relacionado a dores nas articulações ou na coluna.
Thiago Oliveira destaca que uma das doenças frequentemente associadas ao problema é a pododermatite, inflamação que atinge a pele entre os dedos e os coxins das patas. A lambedura constante mantém a região úmida, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias e criando um ciclo difícil de interromper. Quanto mais o animal lambe, maior é a irritação e a vontade de continuar lambendo.
O tratamento depende da causa identificada. Por isso, o médico-veterinário reforça que o diagnóstico deve ser feito por um profissional, que poderá solicitar exames quando necessário e indicar medicamentos, controle de alergias, mudanças na rotina ou outras medidas específicas.
Ele alerta ainda que pomadas, sprays e receitas caseiras podem mascarar o problema ou até agravar a situação. 'A automedicação atrasa o diagnóstico correto e pode favorecer infecções ainda mais graves', ressalta.
No dia a dia, alguns cuidados ajudam na prevenção. Após passeios, é importante verificar se há espinhos, cacos de vidro ou outros objetos presos nas patas, além de secar bem a região depois de banhos ou caminhadas na chuva. Também é recomendado evitar que o animal tenha contato com produtos de limpeza fortes e oferecer atividades físicas e enriquecimento ambiental para reduzir quadros de ansiedade.
O principal recado aos tutores é não tratar a lambedura excessiva como um hábito inofensivo. Se o comportamento persistir por vários dias ou vier acompanhado de dor, feridas, secreção, sangramento ou dificuldade para andar, a orientação é procurar atendimento veterinário o quanto antes.
Quer receber notícias do Site MS NEWS via WhatsApp? Mande uma mensagem com seu nome para (67) 9.9605-4139 e se cadastre gratuitamente!











