Além de pedido para atrasar reajuste dos professores, municípios buscam postergar o início das aulas de 15 para 29 de fevereiro. Para entidades vinculadas a educação pública os problemas de infraestrutura, provocados pela chuva intensa, não podem ser desculpa para prejudicar os alunos.
O pedido de atraso no calendário escolar partiu da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). Ele foi entregue, nessa semana, ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) diante dos estragos que impossibilitariam o transporte escolar em áreas rurais pela queda de pontes, além de danos em estradas e rodovias.
“É inadmissível que as aulas das redes estadual e municipal sejam adiadas por problemas de infraestrutura das estradas e pontes dos nossos municípios. Isso é uma questão administrativa que precisa ser resolvida e não pode interferir na qualidade da educação pública”, rebateu nota da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems).
Pontuando o prejuízo as famílias com a alteração, o Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) reforçou ainda que repor aulas no sábado “lesa a saúde” e “afronta a jornada semanal de trabalho do professor estabelecida em lei”. O calendário escolar prevê cumprimento de 200 dias letivos.
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