Conhecidos da família de Renata Sampaio Sussi, de 37 anos, acreditam que a morte da empresária aconteceu por causa de uma discussão entre ela e o marido minutos antes do acidente. O homem está sendo ouvido na Delegacia de Polícia Civil de Batayporã na tarde desta quarta-feira (30).
Segundo o relato de uma testemunha, que preferiu não se identificar por medo de represália, o homem tinha um comportamento agressivo e já havia agredido Renata em várias ocasiões durante os dois anos de casamento.
Nesta terça-feira (29) minutos antes do acidente, o casal teria voltado a discutir e a mulher fugia do companheiro quando invadiu a contramão e colidiu frontalmente com um caminhão na MS-267. O homem é ouvido pelo delegado responsável pelo caso delegado Rafael de Souza Carvalho.
Ainda conforme o conhecido da família, antes do acidente a empresária mandou mensagens em áudio pelo WhatsApp apenas para o filho, de 14 anos e para o ex- marido, mas não se despediu.
O conteúdo dos áudios também é investigado pela polícia civil e o celular da vítima foi apreendido. No aparelho, segundo a testemunha, existem mensagens do suspeito ameaçando a empresária. “Os pertences da vítima estão na casa do atual marido e ele não deixou ninguém entrar lá, porque está tudo revirado da briga deles de um dia antes, quando ele agrediu ele”, denúncia.
Boletim de ocorrência - Segundo informações da Polícia Civil, em setembro de 2015 a Polícia Militar de Nova Andradina foi acionada pela Renata. Na data, ela denunciou que por motivos banais o marido havia a agredido com empurrões e também apertando seu braço.
Para se defender, ela teria mordido o dedo do homem e em seguida chamado à polícia. A empresária ainda confessou que não era a primeira vez que era agredida pelo marido. O caso na época foi registrado como vias de fato (violência doméstica).
Acidente - A empresária iria para Batayporã conduzindo um GM Cobalt para buscar uma funcionária, mas desviou o trajeto sentido à Anaurilândia. No caminho, Renata invadiu a contramão e colidiu de frente com um caminhão, que seguia sentido Batayporã, cidade a 306 quilômetros de Campo Grande.
Com a força do impacto o carro ficou completamente destruído e Renata morreu no local. O caminhão teve danos na parte frontal e o motorista apesar de não ter sofrido nenhum ferimento ficou muito abalado e em estado de choque.

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