Foi aprovado, nesta quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa, o projeto de lei que disponibiliza aumento salarial de R$ 500,00 para professores de escola de tempo integral.
Na terça-feira (16), o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Boteli, esteve na Casa de Leis para apresentar aos deputados a proposta de autoria do Governo do Estado, que determina abono salarial para professores de escolas de tempo integral. "Acredito que o abono deveria ser substituído pelo pagamento de aulas complementares", defendeu Boteli.
O presidente da Fetems também alertou os 220 professores, que hoje trabalham na educação integral, de que esse abono não estará incluso na Previdência Social, nem no pagamento do 13º salário e férias. "Isso é uma ilusão. Eles vão receber esse valor e depois que se aposentarem não terão mais esse direto", esclareceu.
Mas a classe não entende dessa forma. "Esses professores precisam desse abono, pois trabalham muito mais do que os outros de escolas que não são de tempo integral", defendeu a coordenadora da escola integral Severino de Queiroz, Rose Batista.
O líder do governo, deputado estadual Ribaldo Modesto (PSDB) declarou que o projeto já foi bastante debatido e que não teria alterações. "O presidente da casa, Junior Mochi (PMDB), deixou a Fetems se manifestar por respeito a eles, mas esse projeto já está sendo discutido há muito tempo", disse o parlamentar.
A matéria foi aprovada em segunda votação, sem emendas e, agora, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
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