Campo Grande chega ao 4º dia de greve no transporte coletivo

Justiça determinou intervenção no Consórcio Guaicurus e multa ao sindicato chega ultrapassa R$ 500 mil

| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


Faixa avisando sobre greve na entrada da garagem das Moreninhas (Foto: Dayene Paz)

A greve dos motoristas do transporte coletivo urbano entra nesta quinta-feira (18) no seu quarto dia consecutivo, mantendo a cidade sem ônibus circulando desde a última segunda-feira (15). A paralisação atinge diariamente mais de 100 mil passageiros que dependem do serviço para trabalhar, estudar e acessar serviços básicos na Capital.

Os motoristas e profissionais do Consórcio Guaicurus aprovaram a greve em assembleia após atrasos no pagamento integral dos salários, incluindo o adiantamento previsto para o início de dezembro e verbas como 13º salário e vale mensal. A categoria alega dificuldades financeiras em casa e a falta de avanço nas negociações

A paralisação ocorre apesar de pagamentos parciais realizados pelo Consórcio, que não foram suficientes para suspender o movimento grevista. A greve tem gerado transtornos significativos na rotina dos campo-grandenses:

Multa - O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) impôs multas diárias crescentes ao STTCU (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande). Hoje, o valor chega a R$ 520 mil, somando as penalidades de R$ 20 mil impostas na segunda-feira, R$ 100 mil na terça e R$ 200 mil desta quinta-feira.

Nas decisões, o desembargador federal do Trabalho César Palumbo Fernandes enfatizou que os valores aplicados pelo descumprimento sucessivo das determinações judiciais têm “natureza jurídica coercitiva, e não indenizatória'.

Segundo o magistrado, as multas foram fixadas de forma a “assegurar a efetividade da ordem judicial e compelir o obrigado ao cumprimento da obrigação de fazer imposta pelo Juízo', além de reafirmar a “autoridade da decisão judicial e do próprio Poder Judiciário'.

Greve - Os motoristas decidiram cruzar os braços na última quinta-feira (dia 11) em assembleia que reuniu 200 profissionais. A categoria cobra o pagamento integral dos salários que deveriam ter sido depositados no dia 5 de dezembro, além de outros direitos em atraso.

Na tentativa de conter a paralisação, o Consórcio Guaicurus informou, no fim da tarde de sexta-feira (12), que efetuou o pagamento de 50% dos salários atrasados. O repasse parcial, no entanto, não foi suficiente para suspender a greve. A Prefeitura de Campo Grande informou que o repasse para o consórcio está em dia.

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