Campo Grande está entre cidades com mais alertas e desastres climáticos em 2025

Capital de MS figura no top 10 do Cemaden e reforça cenário nacional de riscos hidrogeológicos

| INARA SILVA / CAMPO GRANDE NEWS


Cenas registrada por internauta mostra carros atolados na enchurrada (Direto das ruas)

Campo Grande aparece com destaque no mapa nacional dos eventos extremos monitorados pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais). Em 2025, a Capital de Mato Grosso do Sul figurou entre os dez municípios brasileiros com maior número de ocorrências de desastres e também entre aqueles que mais receberam alertas meteorológicos emitidos pelo órgão federal.

No ranking das ocorrências, Campo Grande registrou 14 episódios ao longo do ano, número que a coloca no mesmo patamar de cidades historicamente mais afetadas por eventos extremos, como Porto Alegre (RS), Blumenau (SC) e Juquiá (SP), todas na décima colocação em números. O município com maior volume de registros foi Jaboatão dos Guararapes (PE), com 47 ocorrências. Ao todo, o Cemaden contabilizou 1.493 ocorrências de desastres em 2025 nos municípios monitorados.

A capital sul-mato-grossense também se destacou na emissão de alertas meteorológicos. Dos 2.505 alertas enviados pelo Cemaden no ano passado, Campo Grande recebeu 17, ocupando a décima posição nacional, ao lado de Belo Horizonte (MG), São Sebastião (SP), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Guarulhos (SP). Manaus (AM) liderou o ranking, com 69 alertas emitidos ao longo do ano.

Balanço nacional - Os dados consolidados foram divulgados nesta semana, durante a reunião mensal de Avaliação e Previsão de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático em Atividades Estratégicas para o Brasil. O levantamento mostra que, embora o volume total de alertas em 2025 tenha sido o menor dos últimos seis anos, desde 2019, o cenário ainda exige atenção constante das autoridades e da população.

No contexto nacional, a região Sudeste concentrou aproximadamente 50% dos alertas emitidos pelo Cemaden em 2025. Ao todo, o órgão monitorou 1.133 municípios no período, com média diária de 6,86 alertas. Segundo o Cemaden, 56% dos avisos estiveram associados a eventos hidrológicos, como inundações, enxurradas e alagamentos, enquanto 44% foram relacionados a processos geohidrológicos, a exemplo de deslizamentos de terra.

Em termos de severidade, a maioria dos alertas foi classificada como de nível moderado, somando 88% do total. Os avisos de nível alto representaram 10%, e apenas 0,95% foram considerados de nível muito alto. Apesar de menos frequentes, estes últimos estavam ligados a cenários críticos, com potencial de causar danos severos à população, à infraestrutura e aos serviços essenciais.

Origem - No recorte das ocorrências de desastres, 68% tiveram origem hidrológica e 32% origem geológica. A região Sudeste respondeu por 43% dos registros nacionais. Embora 89% das ocorrências tenham sido classificadas como de pequeno porte, com danos localizados e resposta rápida das estruturas municipais, o Cemaden observa uma tendência de aumento estrutural ao longo dos anos, associada à maior exposição territorial, às vulnerabilidades urbanas e à ampliação da capacidade de registro dos impactos.

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