No 1º júri de Paraíso das Águas, serralheiro é condenado a 21 anos por homicídio

O crime aconteceu em junho de 2023 e Aparecido Carlos Portes também deve pagar R$ 50 mil em indenização

| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


lAparecido (à esquerda) e a vítima, Cleverson (à direita) (Foto: Reprodução)

O primeiro júri popular da história de Paraíso das Águas,  a 277 quilômetros de Campo Grande, terminou com a condenação do serralheiro Aparecido Carlos Portes, 49 anos, pelo assassinato do pedreiro Cleverson Gonçalo da Silva. A sessão aconteceu na quinta-feira (26), no plenário da Câmara Municipal e contou com a presença de diversas autoridades da cidade.

De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), representado pelo promotor de Justiça Thiago Barile Galvão de França, o crime aconteceu em 6 de junho de 2023, na casa da vítima localizada na Rua Nove, Centro, por volta das 23h.

Naquela noite, Aparecido dirigiu-se à casa de Cleverson em uma caminhonete Nissan Frontier prata. Ao chegar, chamou pelo morador, que foi alvejado no abdômen logo após sair à porta. A vítima faleceu dentro da ambulância enquanto era transferida para Campo Grande.

Logo após o disparo, o réu fugiu em alta velocidade. Policiais Civis chegaram a localizar o veículo com o motor ainda quente no Assentamento Mateira, mas o autor já havia escapado. Na residência, foram apreendidas três espingardas de pressão adaptadas para calibre .22.

A sessão de julgamento durou aproximadamente 8 horas e foi presidida pelo juiz Silvio César Prado. A defesa do réu ficou com os advogados Kamila Barbosa Nunes Ermeson da Silva Nunes que sustentaram as teses de absolvição ou desclassificação do crime e o direito do réu recorrer em liberdade. A assistência jurídica contou com a participação do defensor público Ernany Andrade Machado.

Já o Ministério Público não só representou pela condenação, mas ainda pediu o cumprimento imediato da pena, que foi deferido pelo juiz Silvio César Prado. O magistrado levou em consideração o histórico do réu, que chegou a ficar foragido por mais de um ano antes de responder ao processo em liberdade.

O Conselho de Sentença condenou Aparecido. A sentença de 21 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado, em razão do recurso que dificultou a defesa da vítima, e pelo motivo fútil, foi assinada por Silvio César. O serralheiro também terá de pagar R$ 50 mil em indenização à família da vítima.

1º Júri da história

Pela primeira vez desde a sua instalação, em 2013, o município realizou uma sessão do Tribunal do Júri, que aconteceu no plenário da Câmara Municipal da cidade. O julgamento durou cerca de oito horas e foi acompanhado de perto por um plenário lotado.

A solenidade contou com a presença de figuras do prefeito Ivan Xixi, vereadores da atual legislatura e do ex-prefeito Anízio Andrade, que acompanharam o desfecho do caso que mobilizou a segurança pública local desde 2023.

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