Botijão de gás de cozinha deve subir até R$ 8 em MS a partir de amanhã

Alta é pressionada por custos do diesel e impactos da crise internacional ligada à guerra no Oriente Médio

| JHEFFERSON GAMARRA / CAMPO GRANDE NEWS


Trabalhador organizando estoque em revenda de gás (Foto: Paulo Francis)

O preço do gás de cozinha em Mato Grosso do Sul pode sofrer um novo reajuste já a partir desta terça-feira, 31 de março. De acordo com o Sinergás (Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro-Oeste), o botijão de 13 quilos (P13), o mais utilizado nas residências brasileiras, poderá ter aumento entre R$ 5 e R$ 8 por unidade.

Segundo a entidade, o reajuste é resultado de uma combinação de fatores internos e externos que vêm pressionando toda a cadeia de custos do setor. Entre os principais motivos está a alta no preço do diesel, combustível essencial para o transporte do gás até os pontos de revenda.

O presidente do Sinergás, Zenildo Dias do Vale, explicou que o aumento reflete um cenário que se intensificou nos últimos meses. “O aumento do diesel e os fatores externos têm elevado os custos logísticos, o que acaba refletindo no preço final ao consumidor', afirmou.

Além das questões internas, o cenário internacional também tem impacto direto sobre os preços. A guerra no Oriente Médio envolvendo Irã e Estados Unidos tem provocado uma disparada nos valores do petróleo e do gás natural no mercado global. A instabilidade na região, somada à interrupção na produção de gás natural liquefeito e ao temor de um choque energético mundial, tem elevado os custos de energia em diversos países.

Esse contexto pressiona a política de preços da Petrobras, que tende a repassar ao mercado interno as variações internacionais, afetando diretamente produtos como o GLP (Gás Liquefeito De Petróleo), utilizado no botijão de cozinha.

O impacto é sentido principalmente pelas famílias de menor renda e pelos pequenos comerciantes, já que o gás de cozinha é um item essencial no dia a dia. Qualquer variação no preço compromete o orçamento doméstico e pode influenciar também os custos de serviços que dependem do insumo.

O Sinergás GO/MS/MT informou que segue monitorando o cenário e orienta consumidores e comerciantes a se planejarem diante das possíveis alterações. A entidade destaca que o comportamento dos preços continuará dependendo tanto das condições do mercado interno quanto da evolução da crise energética internacional.

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