Não conseguiu sacar saldo de bet? Veja o que acontece após o prazo

Pedido direto pode ser feito até 23h59 desta segunda-feira

| GUILHERME CAVALCANTE / CAMPO GRANDE NEWS


Página de apostas online aberta em celular (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Quem ainda tem dinheiro em uma plataforma de apostas pode solicitar o saque diretamente pelo site ou aplicativo até as 23h59 desta segunda-feira (5). Depois do prazo, o saldo não será perdido: a devolução ficará a cargo dos bancos que operam as transações das bets, entre 9 e 14 de outubro.

Não há um site do governo para pedir o resgate. Até o fim do prazo, o apostador deve entrar na própria conta da plataforma, consultar o saldo e usar a opção de saque. Antes de confirmar a operação, é preciso conferir se a conta bancária está ativa e pertence ao mesmo titular da conta na bet. Guardar o comprovante ou protocolo também ajuda a acompanhar a transferência.

As plataformas autorizadas devem concluir o pagamento em até 120 minutos em condições normais. Se houver problema, o primeiro passo é procurar o atendimento da empresa. Também é possível registrar reclamação no Consumidor.gov.br.

Devolução pelos bancos - Após o bloqueio das plataformas, as bets deverão informar às instituições financeiras os valores que cada usuário tem a receber, individualizados pelo CPF. A transferência será feita para uma conta ativa do apostador, preferencialmente a mesma usada para enviar dinheiro à plataforma. Outra conta de mesma titularidade também poderá ser utilizada. Se o banco não conseguir devolver o valor, a Caixa Econômica Federal fará a intermediação.

A regra também prevê a devolução integral do valor apostado em apostas que ainda estiverem abertas quando as plataformas forem encerradas, caso o resultado não tenha sido definido. Prêmios de apostas com resultado já definido durante o período de transição continuam devidos.

R$ 600 milhões deixaram de circular por dia nas bets - Desde a proibição, as plataformas deixaram de receber um fluxo estimado em cerca de R$ 600 milhões por dia, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, com base em dados do Banco Central. Até sexta-feira (2), os apostadores haviam retirado R$ 652 milhões; o saldo nas empresas caiu de cerca de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,4 bilhão.

A proibição foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. A norma veta em todo o país a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line.

Desde a publicação, também está proibida a entrada de novos recursos nas contas das plataformas. Pelo cronograma de transição, sites e aplicativos devem ficar indisponíveis a partir desta terça-feira (6). A MP segue em tramitação no Congresso.

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