Promotoria investiga gasto de R$ 640 mil da prefeitura de Nova Alvorada do Sul com combustível
Diretor presta depoimento no dia 22 e prefeito terá de se explicar; denúncia revela uso do combustível para fins políticos
| CAMPO GRANDE NEWS / HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS
A Promotoria de Justiça de Mato Grosso do Sul instaurou inquérito civil para investigar a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul, cidade a 118 km de Campo Grande, após denúncia revelar suposto uso da cota de combustível para atender a interesses políticos.
A denúncia foi feita ainda em 2018, mas o inquérito civil foi instaurado na semana passada pelo promotor de Justiça Maurício Mecelis Cabral.
O procedimento investiga principalmente o gasto de R$ 640,5 mil com abastecimento de carros da frota municipal de setembro a novembro de 2018. O montante representa despesa média mensal de R$ 213 mil para abastecer os carros da prefeitura em uma cidade com 23 mil habitantes.
Em resposta ao pedido de informações feito pelo promotor, a Assessoria Jurídica da prefeitura enviou, em agosto deste ano, a planilha de abastecimentos feitos em um posto de Nova Alvorada do Sul. Chamam a atenção gastos diários de até R$ 47 mil, como o ocorrido no dia 15 de outubro de 2018.
O gerente de frota da prefeitura, Washington Luiz Santana, que assina a planilha enviada ao MP, foi convocado para prestar esclarecimentos na Promotoria de Justiça. O depoimento dele será no dia 22 deste mês, às 10h.
O prefeito Arlei Silva Barbosa (MDB) também terá de se explicar. No dia 25 do mês passado, o promotor Maurício Cabral enviou ofício ao chefe do Executivo cobrando, em dez dias, a cópia do contrato entre o município e a empresa Taurus Card.
Carros de aliados – A denúncia feita ao MP em junho do ano passado revelou que o esquema foi montado para atender a interesses políticos. Até prestadores de serviço da prefeitura estariam abastecendo carros particulares na conta do município.
Conforme a denúncia, carros da frota que não estão mais rodando são cadastrados no sistema para a emissão do cartão magnético. Depois o cartão recebe crédito em combustível e vai parar nas mãos de servidores do alto escalão e líderes políticos do município. A denúncia aponta ainda suspeita de que os cartões são usados até por empresas de fachada.
Outro lado – Ao Campo Grande News, o prefeito Arlei Barbosa disse hoje que todas as informações solicitadas estão sendo apresentadas ao Ministério Público. “O gasto é completamente compatível com a frota do município, e sistematicamente controlado pelo sistema de gestão da frota', afirmou.
Arlei disse ainda: “respeito a investigação e tenho certeza que todos os pontos serão esclarecidos. É normal que, com a proximidade de ano eleitoral, hajam denúncias para produção de matérias difamatórias. Estamos à disposição para qualquer esclarecimento, tendo, inclusive todas as informações no portal da transparência'.
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