Campo Grande já tem 200 pontos afetados após sequência de temporais
Cruzamento da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel está entre os locais mais críticos
| IZABELA CAVALCANTI E MYLENA FRAIHA / CAMPO GRANDE NEWS
Campo Grande já contabiliza, pelo menos, 200 pontos que precisam de atendimento após a sequência de temporais registrados desde a semana passada, dia 2 e 5 de novembro. A última chuva forte ocorreu na noite de quarta-feira (12) e na madrugada desta quinta-feira (13).
Conforme levantamento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a chuva atingiu volume máximo de 94 milímetros e foi acompanhada de rajadas de vento de até 45 km por hora.
Equipes da Defesa Civil, da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e da Guarda Civil Metropolitana estão nas ruas, atuando para minimizar os impactos.
Na manhã de hoje, a prefeita Adriane Lopes foi inaugurar o viaduto da Plaenge, no Jardim Veraneio, e, na sequência, começará a visitar os locais. O primeiro será o cruzamento da Avenida Rachid Neder.
'Desde ontem, nossa equipe da Defesa Civil está nas ruas de Campo Grande. À noite não dá para fazer muita coisa, mas tudo o que podia ser feito ontem à noite foi feito. Hoje, desde as seis da manhã, estamos acompanhando as equipes da Defesa Civil e vai ser um dia de muito trabalho', disse.
Adriane diz ainda que irá visitar o trabalho das equipes durante o dia. 'Estarei hoje à disposição o dia todo na Defesa Civil, visitando e coordenando o trabalho que está sendo feito pelas equipes.'
As equipes atuam na limpeza de vias com acúmulo de terra e pedras, na desobstrução de bocas de lobo e em intervenções em áreas críticas de alagamento. Também trabalham na remoção de galhos e troncos de árvores desde o temporal registrado na semana passada.
De acordo com a prefeitura, um dos principais pontos afetados é o cruzamento da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel, que segue interditado devido ao volume de água e aos danos causados pela chuva.
No trânsito, as ações se concentram na recuperação de semáforos e no monitoramento das vias interditadas, para garantir a segurança e a mobilidade dos motoristas.
O secretário de Obras de Campo Grande, Marcelo Miglioli, também ressaltou que outro ponto crítico é a Avenida Mascarenhas de Moraes.
“A Mascarenhas é uma obra de revitalização, não é só recapeamento. Envolve drenagem e reconstrução; é uma obra completa. Estamos trabalhando para viabilizar recursos e executar essa obra. O orçamento preliminar é de cerca de R$ 22 milhões. Não é pouco dinheiro', pontuou.
Ainda de acordo com ele, a situação é de emergência. “Mas, agora, o foco é o emergencial: garantir o ir e vir com segurança. Depois, vamos fazendo as correções necessárias', completou.
Em outros locais, moradores também relataram as dificuldades enfrentadas com os alagamentos. O motorista Diego Novaes, de 37 anos, registrou o acúmulo de água na Avenida Marinês Souza Gomes, no Bairro Maria Aparecida Pedrossian.
“Havia um carro atolado. Eu passei pela grama; não tinha outro jeito; era perigoso a água entrar no motor. Os carros estavam passando e a água chegava até o capô. Muitos voltaram e outros também desviaram pela grama', contou.
Pelo vídeo enviado por ele, é possível ver uma fila de carros parados antes de iniciar o trecho alagado da via.
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