Lula confirma Alckmin como vice e oficializa chapa para disputa deste ano
Declaração foi feita em reunião ministerial que marca saída de integrantes do governo para eleições de outubro
| ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice na chapa que disputará a eleição deste ano.
A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em Brasília, que também marca o início da saída de ministros do governo para disputar cargos nas eleições de outubro.
“Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque será candidato a vice-presidente outra vez', afirmou o presidente. Alckmin atualmente comanda o MDIC e precisará se afastar do cargo para concorrer.
Pela legislação eleitoral, ministros e outros ocupantes de cargos no Executivo devem deixar as funções até seis meses antes do pleito. A regra tem como objetivo evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral e garantir igualdade entre os candidatos.
A exceção é para os cargos de presidente e vice-presidente, que podem disputar a reeleição sem necessidade de afastamento.
A reunião desta terça também marca o início da desincompatibilização de integrantes do governo. Pelo menos parte dos ministros deve deixar os cargos nos próximos dias para disputar eleições.
A orientação de Lula é reduzir ao máximo os impactos dessas mudanças na Esplanada. A tendência é que secretários executivos assumam os ministérios, garantindo continuidade das políticas em andamento.
O presidente afirmou que não pretende fazer uma reforma ampla na equipe e defendeu a manutenção da estrutura atual até o fim do mandato.
“Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro', disse.
Durante a montagem da chapa, o Palácio do Planalto chegou a cogitar um nome do MDB para a vice-presidência, em tentativa de ampliar alianças. A possibilidade, no entanto, perdeu força diante da resistência interna do partido, que optou por não se alinhar nacionalmente à candidatura.
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