MS mantém vacinação na fronteira com Paraguai até 2 de maio em 5 cidades
Porto Murtinho, Bela Vista, Coronel Sapucaia, Paranhos e Ponta Porã participam da ação binacional de vacinação
| JHEFFERSON GAMARRA / CAMPO GRANDE NEWS
As ações de vacinação em municípios de Mato Grosso do Sul localizados na fronteira com o Paraguai seguem até o dia 2 de maio como parte da SVA(Semana de Vacinação das Américas) 2026, promovida pelo Ministério da Saúde do Brasil em parceria com o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai e com apoio da OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde).
Além de Ponta Porã, a mobilização acontece nos municípios de Porto Murtinho, Bela Vista, Coronel Sapucaia e Paranhos, em articulação com as cidades paraguaias de Carmelo Peralta, Bella Vista Norte, Capitán Bado e Ypejhú. A programação inclui postos de vacinação e serviços de atenção básica dos dois lados da fronteira, com aplicação de vacinas previstas nos calendários nacionais de imunização.
A iniciativa busca ampliar a cobertura vacinal, atualizar as cadernetas da população e reforçar a proteção contra doenças imunopreveníveis em uma região marcada pelo intenso fluxo de pessoas entre os dois países, fator que exige atenção permanente das autoridades sanitárias.
A vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção e controle dessas doenças, especialmente em áreas de fronteira, onde o alto trânsito migratório, a convivência entre diferentes sistemas de saúde e o acesso irregular aos serviços podem favorecer a circulação de vírus e o reaparecimento de doenças já controladas em outros contextos.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou a importância da mobilização conjunta entre os dois países e alertou para os riscos da queda na cobertura vacinal.
“A gente vive hoje em um mundo globalizado, com muitas ameaças à saúde pública. Duas delas são centrais: a desinformação e a negação da ciência. E essa negação se torna especialmente perigosa quando coloca em dúvida os benefícios comprovados das vacinas, que foram responsáveis por reduzir e até eliminar diversas doenças. Quando a cobertura vacinal cai, esses agravos podem voltar a circular, como temos visto com o sarampo. Por isso, ações como esta, na fronteira entre Brasil e Paraguai, são fundamentais, porque reforçam um compromisso conjunto com a ciência, com a proteção da população e com a saúde pública dos nossos países', afirmou.
A campanha binacional foi fortalecida neste ano com a assinatura de um acordo de cooperação internacional durante o III Encontro Internacional de Saúde nas Fronteiras Brasil-Paraguai, com participação do Ministério da Saúde, do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e de governos estaduais.
O documento prevê campanhas simultâneas de vacinação em áreas de fronteira e consolida ações que vêm sendo desenvolvidas desde 2025, incluindo o Projeto de Monitoramento para Vigilância em Saúde na fronteira Brasil-Paraguai.
Em Ponta Porã, uma das principais ações ocorreu nesta terça-feira (28), com a realização do Dia D da Semana de Vacinação das Américas na Linha Internacional, principal ponto de travessia entre o município sul-mato-grossense e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
No local, foram ofertadas vacinas previstas nos calendários nacionais de imunização, com foco na ampliação da cobertura vacinal e no fortalecimento da prevenção em uma das regiões de maior circulação de pessoas entre os dois países.
A realização do Dia D acontece em um cenário de alerta sanitário regional, principalmente diante do risco de reintrodução de doenças como o sarampo, que exige vigilância constante e resposta rápida dos serviços de saúde.
Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, o Ministério da Saúde também reforçou o alerta para brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá, recomendando a atualização da vacinação contra o sarampo antes do embarque. A vacina é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para pessoas de 1 a 59 anos.
A orientação considera o aumento da circulação internacional de pessoas e os surtos registrados nos três países-sede do torneio, que apresentam crescimento de casos desde 2025 e mantêm transmissão ativa da doença em 2026.
Até o momento, o Brasil registrou três casos de sarampo neste ano: um no Rio de Janeiro, em uma mulher sem histórico vacinal, e dois em São Paulo, incluindo uma criança com viagem recente à Bolívia. Em todos os casos, foram adotadas medidas imediatas de bloqueio e vacinação.
Segundo o Ministério da Saúde, o país permanece livre da circulação endêmica da doença, com resposta baseada em vigilância epidemiológica e alta capacidade de imunização.
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