Amora do quintal vira pão fofinho e cheio de cor com receita simples
Ideia é aproveitar a fartura da fruta de um jeito diferente, e melhor, evitando inventar "moda" difícil
| NATáLIA OLLIVER / CAMPO GRANDE NEWS
Quem tem pé de amora no quintal sabe que nesta época do ano o chão fica todo roxo e o desespero bate por não saber o que fazer com elas, porque afinal são muitas. O destino mais comum é a famosa geleia, mas sabia que a fruta vai muito além disso?
No Trilha Orgânica desta quinta-feira (17), a agricultora Márcia Chiad te mostra que a amora também pode virar um pão fofinho e cheio de cor. E melhor, com uma receita simples.
Segundo ela, quanto mais maduras estiverem as amoras, melhor. A preparação não exige equipamentos especiais e pode ser feita até mesmo amassando as frutas com um garfo.
Outra possibilidade é bater as amoras no liquidificador em vez de amassá-las. Nesse caso, a fruta fica mais incorporada à massa e altera também a cor do pão.
Veja os ingredientes da receita:
- 1 copo de amoras maduras
- ½ copo de óleo de sua preferência
- 3 colheres de açúcar branco ou mascavo
- 1 colher pequena de sal
- 2 copos de água
- Fermento biológico
- Farinha de trigo a gosto, até dar o ponto. (Márcia mistura farinha integral e branca)
O primeiro passo é amassar as amoras maduras com um garfo. Quem preferir uma massa mais uniforme pode bater as frutas no liquidificador. Depois, ela acrescenta o óleo, o açúcar e o sal e mistura bem.
Márcia explica que o fermento biológico deve ser dissolvido em um dos copos de água antes de ser incorporado à mistura. Na sequência, entra o segundo copo de água e, aos poucos, a farinha.
A quantidade de farinha não é exata. Segundo a agricultora, é preciso acrescentá-la 'no olhômetro'. O objetivo é que ela vire uma massa consistente e homogênea.
Segundo Márcia, o segredo para deixar o pão mais macio e aerado está no tempo de sovar a massa. Ela recomenda deixar a mistura descansar de um dia para o outro, fazendo algumas dobras durante o processo.
À noite, ela pode ser mantida tampada na geladeira e retirada no dia seguinte. 'Ela continua crescendo mesmo na temperatura baixa, então é uma longa fermentação'.
Depois de assado, Márcia sugere servir as fatias com geleia da própria amora ou simplesmente com manteiga.
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