‘Imoral’: campo-grandenses reagem à compra de café a quase R$ 100 o quilo no MPMS

No bolso do contribuinte, que banca as mordomias dos promotores, café torrado e moído saltou 98,4% em um ano e meio

| MIDIAMAX/VINICIOS ARAUJO


Internauta pede para que membros do MPMS paguem café premium com próprio salário. Foto: Eliel Dias/Montagem Midiamax

A compra de café de qualidade média superior aos membros do Ministério Público de Mato Grosso do Sul movimentou as redes sociais. O valor do quilo do grão arábica, de torra média, saiu por quase R$ 100. Internautas manifestam opinião, em sua maioria reprovando a iniciativa do órgão fiscalizador. 

Para uma das leitoras, a compra demonstra “falta de pudor, empatia e respeito com a coisa pública'. Outro internauta afirmou: “os semi-deuses não podem tomar o café do mercado de 30 reais'.

Outro usuário criticou o fato do órgão fiscalizador dos gastos públicos não medir a própria conduta com a mesma régua que atribui aos gestores fiscalizados. “Qualquer repartição pública que critica governo, mas que gasta de maneira exacerbada, deixa a entender que faria o mesmo, que gastaria ainda mais se pudesse. Que o corte de gastos comece nessa luxúria toda, nos penduricalhos e privilégios', afirmou.

Outro internauta fez questão de relembrar a realidade de diversos servidores que precisam fazer ‘vaquinha’ para compra de café. “Chega a ser imoral. Que comprem com o próprio dinheiro seu café de qualidade superior. Como acontece em muitas repartições públicas, onde se faz a caixinha para comprar café, chá e açúcar', afirmou.

Diante do gasto, um cidadão questiona, “tem como um país deste ir para frente?'. Outra ainda pontua que, “com o salário que eles ganham, cheio de penduricalhos, deveriam trazer o café de casa'.

Inflação pressiona inconformidade pública

As reclamações não são injustas. No bolso do contribuinte, o café torrado e moído saltou 98,4% em um ano e meio. Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), esse percentual corresponde à variação acumulada desde janeiro do ano passado.

Somente no período foram marcadas 17 altas consecutivas. Em maio, o aumento dos preços nas gôndolas foi de 4,6%.

E a inflação refletiu diretamente na redução do consumo. A empreendedora Karoline Betoni Borges, 31, afirmou ao Midiamax que desde o ano passado viu clientes que antes levavam de dois a três quilos de café, reduzirem suas compras para 500g do produto. 

O relato só reforça os dados da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), que apontam que houve aumento de 16% no consumo da bebida em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros quatro meses deste ano, a retração alcançou 5%.

O Midiamax foi às ruas de Campo Grande para ouvir a opinião das pessoas sobre o assunto. Assista à reportagem abaixo!

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