Com policial penal entre membros, garagista liderava quadrilha alvo de operação do Gaeco em Campo Grande

Quadrilha era altamente estruturada e fazia distribuição de cocaína no país

| MIDIAMAX/THATIANA MELO


(Imagem Ilustrativa, Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

O líder da quadrilha apontada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) como altamente estruturada na distribuição de cocaína no país, era um garagista. A quadrilha foi alvo da ação ‘Blindspot’ nesta quarta-feira (9), em Campo Grande.

Um policial penal, que já foi alvo de ação do Gaeco no passado, fazia parte da organização criminosa. Contra o policial penal havia mandados de busca e apreensão, já que o juiz indeferiu o pedido de prisão pedido pelo MPMS (Ministério Público Estadual). 

Um dos alvos da operação foi preso em Corumbá, com munições guardadas em casa. Informações são de que, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, no Bairro Previsul, foram localizadas e apreendidas 20 munições calibre .380 intactas, armazenadas em um guarda-roupa. Uma pessoa foi conduzida para prestar depoimento. 

Além de Corumbá, foram cumpridos mandados em Dourados e Ladário. Ao todo, foram 37 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão. Em São Paulo, são alvos os municípios de Caiuá, Campinas, Mairinque, Mirandópolis, São José do Rio Preto, São Paulo e Uberaba (MG).

Investigações

As investigações revelaram a atuação de uma organização criminosa altamente estruturada, com extensa rede de distribuição de drogas, com vários integrantes — incluindo policial penal cooptado — e voltada, principalmente, ao tráfico de cocaína e pasta-base.

A organização criminosa usava diversas estratégias de ocultação, como o acondicionamento dos entorpecentes em estepes e, até mesmo, no interior de cilindros de oxigênio adulterados.

O transporte da cocaína era feito por meio de caminhões usados no transporte rodoviário de cargas, sendo que a logística criminosa se apoiava no aliciamento dos motoristas do setor, que recebiam valores para realizar o transporte clandestino de drogas escondidas entre cargas lícitas.

Cocaína em cilindros

Na época, o motorista disse que seguia de Corumbá transportando os cilindros de oxigênio e teria feito ‘um bate e volta’. No entanto, o suspeito apresentou nervosismo excessivo e muita inquietude. Então, os policiais subiram no caminhão para checar a carga, quando perceberam que os cilindros estavam diferentes ao toque, como se houvesse algo dentro.

Os agentes questionaram o motorista sobre o que havia dentro dos cilindros. Porém, ele disse que não tinha nada, que estariam vazios. Em seguida, um dos policiais conseguiu soltar uma das válvulas de um cilindro e pôde visualizar que havia alguns tabletes em seu interior. Foram abertos 11 cilindros, que continham em seu interior cocaína, totalizando 137 tabletes, com o peso de 146,860 quilos.

Também, mais 250 tabletes de pasta-base, pesando 267 quilos; oito invólucros de haxixe marroquino, pesando 7 quilos; e mais quatro invólucros da supermaconha, pesando 2,250 quilos.

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