Em homenagem à Vanessa Ricarte, ‘Banco Vermelho’ será instalado em órgão de Campo Grande
A iniciativa visa transforma um simples banco em um memorial público em homenagem às mulheres vítimas de feminicídio
| MIDIAMAX/CAROL LEITE
O programa “Banco Vermelho', iniciativa que transforma um simples banco em um memorial público em homenagem às mulheres vítimas de feminicídio. Lançada na manhã desta quinta-feira (9), na Câmara Municipal de Campo Grande, a iniciativa irá percorrer diversos órgãos e instituições públicas da capital.
Com o ato #JustiçaPorVanessa, em memória da jornalista Vanessa Ricarte, que foi assassinada em fevereiro deste ano em Campo Grande, o próximo local a receber o ‘Banco Vermelho’ será o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul).
Pensando nisso, a ação será aberta ao público e reunirá procuradores, servidores, amigos e familiares de Vanessa. Os organizadores pedem que as pessoas compareçam vestindo roupas prestas.
Criação do ‘Banco Vermelho’
A realização do programa na Capital conta com o apoio da Conab-MS (Companhia Nacional de Abastecimento de Mato Grosso do Sul). Durante o lançamento do banco, o superintendente do órgão no Estado, Agnaldo Dias, desafiou a saída de MS do mapa do feminicídio.
“O Banco Vermelho, além de ser um informativo, ele é um símbolo para a gente refletir em relação ao feminicídio. Nós saímos do mapa da fome e, agora, Luiza, nós precisamos sair do mapa do feminicídio', declarou Dias. Ele justificou o envolvimento da Conab, afirmando que “toda a sociedade deve se preocupar com isso'.
A vereadora Luiza Ribeiro usou vídeo nas redes sociais para explicar a origem e o propósito do movimento.
“O Banco Vermelho é um programa que começou na Itália em 2016 e veio trazido pra cá por iniciativa de duas pernambucanas […] que perderam amigas para o feminicídio', contextualizou. “E o banco significa um ponto na paisagem urbana para você parar e refletir sobre a violência contra as mulheres, desejar o fim disso, desejar o fim da misoginia e de todo o preconceito, levantar-se e agir', completou a parlamentar.
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