Defesa Civil monitora estragos e Aquidauana, Coxim, Corguinho e Rio Negro entram em emergência
Temporais provocaram alagamentos, queda de pontes, isolamento de comunidades e danos em áreas urbanas e rurais
| INARA SILVA / CAMPO GRANDE NEWS
As fortes chuvas que atingem Mato Grosso do Sul desde o início da semana já levaram quatro municípios a decretarem situação de emergência. Aquidauana, Coxim, Corguinho e Rio Negro enfrentam alagamentos, danos em estradas, queda de pontes e famílias atingidas, enquanto a Defesa Civil estadual mantém monitoramento permanente dos rios e áreas de risco.
Outros municípios que seguem em atenção são Campo Grande, Dois Irmãos do Buriti, Terenos, Porto Murtinho.
As quatro cidades tiveram decretos municipais por conta das tempestades desta semana e agora devem ter a situação reconhecida pelo governo do Estado. Já Paranhos e Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai, estão em situação de emergência com reconhecimento por meio de decreto do Governo do Estado após temporais intensos ocorridos em dezembro de 2025.
Em Aquidauana, a prefeitura publicou nesta quinta-feira (5) o Decreto Municipal nº 017/2026, que declara situação de emergência em áreas urbanas e rurais após alagamentos e a elevação do nível do Rio Aquidauana. Sete famílias precisaram de atendimento; seis foram acolhidas por parentes e uma foi encaminhada a abrigo em parceria com a Paróquia Imaculada Conceição.
“O decreto nos dá condições legais para agir com rapidez, ampliar o atendimento e garantir que nenhuma família fique desassistida', afirmou o prefeito Mauro do Atlântico. Equipes da Defesa Civil seguem mobilizadas em pontos críticos, com monitoramento do rio e orientações à população.
A elevação do Rio Aquidauana também preocupa na região do distrito de Palmeiras, em Dois Irmãos do Buriti, onde algumas residências foram atingidas durante a madrugada desta segunda-feira (5). Apesar disso, não houve necessidade de remoções até o momento.
Em Coxim, o volume de chuva concentrado em apenas quatro dias forçou a prefeitura a decretar emergência por 180 dias. Além de danos na área urbana, estradas rurais e pontes foram comprometidas. Segundo a Defesa Civil, aterros de 10 ruas em oito bairros foram danificados, além de trechos de estradas que não suportaram o volume de água.
As equipes seguem em alerta diante da previsão de mais chuvas. Rio Negro é um dos municípios mais afetados. Cerca de 700 moradores seguem isolados após quedas de pontes e destruição de estradas vicinais. O decreto de emergência, assinado pelo prefeito Henrique Ezoe, vale por 180 dias. Pelo menos cinco pontes estão submersas, incluindo estruturas sobre o Rio do Peixe, Córrego Café e o próprio Rio Negro.
Já em Corguinho, a enxurrada destruiu completamente a ponte sobre o Rio Taboco, na MS-352, interrompendo o tráfego e o acesso a comunidades rurais. A situação levou o município a decretar emergência.
Emergência reconhecida pelo Estado - Além dos decretos municipais, o governo do Estado reconheceu situação de emergência em Sete Quedas após as chuvas intensas registradas em 12 de dezembro de 2025, que somaram pelo menos 181,6 milímetros em menos de 24 horas. O grande volume de água provocou enxurradas, agravou problemas de drenagem urbana e causou erosões em estradas como Copacabana, Ptluí 2 e Santa Rosa.
Também houve colapso de travessias, destruição de galerias, pontes e bueiros, com interdição de acessos e riscos à população. O decreto estadual tem validade de 180 dias e autoriza ações de resposta, reconstrução e recuperação das áreas atingidas.
Em Paranhos, o Estado também reconheceu situação de emergência por 120 dias em trechos da zona rural afetados por uma tempestade com chuvas intensas. Os prejuízos se concentraram principalmente nas estradas rurais, onde houve erosões, destruição de bueiros, pontes, dutos e cabeceiras, comprometendo o acesso a comunidades, inclusive em áreas de povos originários.
Assim como em Sete Quedas, foram autorizadas medidas excepcionais, como dispensa de licitação para obras emergenciais e atuação coordenada da Defesa Civil estadual.
Força da água - O governador Eduardo Riedel afirmou nesta quinta-feira (5) que equipes técnicas já identificaram pelo menos seis pontes destruídas nas regiões de Corguinho, Rochedo e Rio Negro, onde o volume de chuva ultrapassou 300 milímetros nos últimos dias.
A situação mais crítica é na ponte de São Félix, fundamental para o escoamento da produção agrícola e o deslocamento da população. Também há registros de alagamentos em Porto Murtinho, com mais de 250 milímetros de chuva e ao menos 14 pontos críticos em avaliação.
Defesa Civil em alerta - A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil acompanha os impactos desde o dia 3 de fevereiro, com apoio às defesas civis municipais e monitoramento hidrológico e meteorológico. Em Aquidauana, o nível do rio segue em atenção, sem transbordamento urbano até o momento.
Em Campo Grande, houve alagamentos pontuais em sete bairros e vias importantes, e a prefeitura avalia a possibilidade de decreto de emergência. Já em Corumbá, atingida por chuvas no fim de janeiro, a Defesa Civil estadual prestou apoio humanitário com distribuição de itens de primeira necessidade. A orientação das autoridades é para que a população evite áreas de risco, acompanhe os alertas oficiais e siga as recomendações das defesas civis locais.
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