A obesidade triplica o risco de termos infecções graves

Leia o artigo de opinião

| MáRIO SéRGIO LORENZETTO


Recordam a quantidade de obesos que a covid matou?

Aquilo que era apenas uma suposição, está agora comprovado. As pessoas com obesidade não só enfrentam a um risco maior de sofrer enfermidades cardiovasculares, diabetes e câncer. Um estudo publicado a poucos dias na revista cientifica “The Lancet'revela que a obesidade aumenta drasticamente a vulnerabilidade ante as infecções graves: os obesos tem 70% a mais de chances de ser hospitalizados ou morrer por enfermidades infecciosas como gripe, covid, pneumonia e infecções urinárias.

548.000 pessoas seguidas por 13 anos.

O estudo não é um daqueles que pululam nas redes sociais com um número diminuto de pessoas. Os ingleses seguiram 548.000 pessoas durante 13 anos. Analisaram os riscos dos obesos sofrerem 925 tipos diferentes de infecções graves. O pior índice é o dos Estados Unidos. No “reino dos obesos', as chances de morrer de uma infecção ligada à obesidade é altísssima: 25%. Isto significa que um quarto dos falecidos por infecção nos EUA era obeso. Infelizmente, não descobri dados dos brasileiros.

Duas exceções.

O padrão se mantém para quase todos os tipos de infecções analisadas - bacterianas, víricas, parasitárias e fúngicas. Mas há duas exceções: aids e tuberculose. Nesses dois casos, ocorre uma inversão: os obesos tem maiores chances de sobreviver. Acreditam os pesquisadores ingleses que seja devido a essas duas enfermidades provocarem uma perda de peso pronunciada.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.

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