Vigilância apreende em um dia volume de canetas emagrecedoras igual ao de um mês
Mais de 2,2 mil produtos irregulares, avaliados em R$ 1 milhão, foram encontrados em transportadora
| GENIFFER VALERIANO E SILVIA FRIAS / CAMPO GRANDE NEWS
A Vigilância Sanitária apreendeu 2.225 canetas emagrecedoras avaliadas em mais de R$ 1 milhão em uma transportadora localizada no Bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. A ação ocorreu nesta quinta-feira (25) e integra a operação Anvisa Protege, realizada em distribuidoras e agências dos Correios.
Segundo apurado pelo Campo Grande News, a fiscalização foi desencadeada após comunicação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda). A inspeção foi conduzida pela Gerência de Apoio ao Sistema Estadual de Vigilância Sanitária e pela GEMPS (Gerência de Fiscalização em Medicamentos e Produtos para a Saúde), vinculadas à SES (Secretaria de Estado de Saúde).
A quantidade de canetas apreendidas em um único dia equivale ao volume normalmente recolhido em um mês nos Correios. Conforme apurado, os produtos eram comercializados por valores entre R$ 350 e R$ 2 mil.
Durante a vistoria, também foram encontrados 129 cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no Brasil. Além disso, havia produtos clandestinos destinados a clínicas estéticas, como ácido hialurônico e toxinas botulínicas.
A transportadora foi autuada por não apresentar mecanismos internos de controle para verificação da regularidade das mercadorias transportadas.
Fiscal da Vigilância Sanitária e responsável pela área jurídica do órgão, Matheus Pirolo explicou que, mesmo que os medicamentos tivessem autorização para comercialização, a forma de venda configurava infração sanitária.
“A legislação determina protocolos obrigatórios de boas práticas sanitárias em armazenamento, transporte, dispensação e comercialização. Medicamentos dessa natureza só podem ser dispensados por farmácias ou drogarias autorizadas, por profissional farmacêutico habilitado e mediante avaliação diagnóstica e prescrição médica prévias', afirmou.
Pirolo destacou ainda que, além dos riscos à saúde, a comercialização irregular desses produtos viola diversas áreas do ordenamento jurídico. “Há infrações ao direito do consumidor, criminal, concorrencial, de propriedade intelectual, tributário e aduaneiro, civil, além do exercício irregular de profissões, com reflexos até no direito ambiental', completou.
Quer receber notícias do Site MS NEWS via WhatsApp? Mande uma mensagem com seu nome para (67) 9.9605-4139 e se cadastre gratuitamente!












